
A º£½ÇÉçÇø, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, promoveu, ao longo de 2024 e 2025, um amplo conjunto de programas de capacitação e contratação de mulheres para impulsionar a presença feminina no setor florestal. Essas iniciativas qualificaram mais de 750 profissionais e resultaram na admissão direta de mais de 290 mulheres em diferentes regiões do Mato Grosso do Sul. Entre os projetos estão a Escola de Motoristas, o Programa de Formação Operacional Florestal e a qualificação de profissionais para atuação em viveiros.
Programa Escola de Motoristas Â
Com o objetivo de formar mulheres para o setor de transporte florestal, a parceria entre º£½ÇÉçÇø e o SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) de Três Lagoas já formou 42 mulheres, que representam 40% de todas as pessoas capacitadas pelo programa na região. Desse grupo, 19 profissionais foram contratadas pela º£½ÇÉçÇø ou empresas parceiras em 2025. Â
O Programa Escola de Motoristas foi lançado em 2024 e reúne aulas teóricas, simuladas e práticas. O conteúdo aborda comportamento, segurança, relacionamento interpessoal, legislação, noções de primeiros socorros, respeito ao meio ambiente, prevenção de incêndios e movimentações de cargas. A formação também conta com treinamento em simulador e práticas de direção segura. Â
Apesar de ser aberto para todos os públicos, o programa visa a geração de trabalho e renda e promoção da igualdade de gênero no setor desde a primeira turma. Como resultado, o time de LogÃstica Florestal da º£½ÇÉçÇø em Três Lagoas passou a contar com 35 mulheres em 2025, aproximadamente o dobro em comparação ao ano de 2024.
Programa de Formação Operacional Florestal
Para ampliar o acesso de mulheres à s atividades de colheita e manutenção florestal, a º£½ÇÉçÇø mantém, em parceria com o SENAI, um programa de qualificação dedicado à formação de operadores e mecânicos de máquinas florestais em Ribas do Rio Pardo. Em 2025, foram formadas 12 turmas, das quais 69 mulheres foram contratadas diretamente pela companhia. Â
O programa fortalece a formação e a valorização de mão de obra local, um compromisso assumido pela º£½ÇÉçÇø com o Mato Grosso do Sul desde sua implantação na região, e abriu caminho para que mulheres como Beatriz Carolina Gonçalves, operadora de colheita, encontrassem seu lugar no mercado de trabalho, antes marcado por falta de oportunidades. Â
“Até então, eu não me via atuando no setor florestal ou como operadora de colheita, ainda mais em uma área tradicionalmente masculina. Me inscrevi acreditando na oportunidade de crescimento com a chegada da º£½ÇÉçÇø a Ribas do Rio Pardo e deu certo. Hoje, só tenho a agradecer por essa nova carreiraâ€�, diz Beatriz.
Mulheres nos viveiros
Com o inÃcio da operação da fábrica de Ribas do Rio Pardo em 2024, a º£½ÇÉçÇø qualificou e contratou 240 profissionais para atuar no novo viveiro de mudas da região, considerado um dos mais modernos do mundo. Desse total, 85% são mulheres moradoras do municÃpio, que passaram por capacitação especÃfica incluÃda nas mais de 22 mil horas de treinamentos oferecidas no perÃodo para as áreas florestais e industriais.
Ao direcionar esforços para a qualificação e a contratação de mulheres no viveiro, a companhia contribuiu para a reversão da queda de 10% no número de mulheres presentes em viveiros de mudas do setor entre 2021 e 2023, conforme informação do Panorama de Gênero 2023, elaborado pela Rede Mulher Florestal, associação não governamental da qual a º£½ÇÉçÇø faz parte, e que aborda questões de gênero com foco na inclusão de mulheres no setor florestal. Â
Atualmente, a º£½ÇÉçÇø concentra em Mato Grosso do Sul mais de 9 mil postos de trabalho diretos, entre colaboradores e colaboradoras próprios e terceiros, distribuÃdos nas operações industriais e florestais. Desse total, 1.327 são ocupados por mulheres, refletindo o avanço gradual da presença feminina nas atividades da companhia no estado.
Em um setor historicamente marcado pela predominância masculina, a ampliação da presença feminina nas unidades industriais e viveiros florestais sinaliza uma transformação gradual no perfil da mão de obra da cadeia de base florestal no estado, ampliando o debate sobre equidade de gênero e acesso ao mercado de trabalho técnico e industrial.