
Em Aracruz, o Centro de Tecnologia da º£½ÇÉçÇø, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, passou por uma reestruturação de seu ambiente e incorporou novos recursos para as atividades de pesquisa e desenvolvimento da companhia. Entre as novidades está um Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV) com detector EDS, equipamento que permite ampliar imagens de 2 até 1 milhão de vezes e analisar, em alta resolução, caracterÃsticas de diferentes amostras. O CT aracruzense da º£½ÇÉçÇø é reconhecido mundialmente como referência em pesquisa em celulose.
Com mais de 40 anos de atuação, o Centro de Tecnologia de Aracruz é dedicado principalmente ao desenvolvimento de celulose e reproduz, em escala laboratorial, diferentes etapas do processo produtivo. A estrutura permite pesquisar desde a madeira que chega em toras até processos de cozimento e branqueamento, além do desenvolvimento de fibras destinadas a diferentes aplicações em papéis. Na prática, o trabalho contribui para ampliar a competitividade, a eficiência e a produtividade dos processos, a partir de estudos que permitem compreender matérias-primas, testar alternativas e otimizar operações.
O novo MEV amplia essa capacidade de investigação ao permitir a observação detalhada da superfÃcie e da estrutura das fibras. Com ele, os pesquisadores conseguem analisar, por exemplo, modificações na estrutura fibrosa, aderência de aditivos, fibrilações e o entrelaçamento das fibras, que são caracterÃsticas que não podem ser observadas a olho nu. O equipamento também conta com o detector EDS, capaz de identificar elementos quÃmicos e realizar análises de composição quÃmica semiquantitativa.
O microscópio passa a integrar uma estrutura que reúne diferentes equipamentos de alta tecnologia. Nos laboratórios de cozimento e branqueamento, são realizados estudos de cinética de reação e desenvolvimento de novas sequências quÃmicas. Já os laboratórios de análises quÃmicas e instrumental contam com tecnologias como ICP e cromatografia, enquanto as áreas de preparo da massa celulósica e de avaliação de papel dispõem de equipamentos para moagem, formação de folhas e testes ópticos, fÃsicos e mecânicos.
“O Centro de Tecnologia de Aracruz atua há mais de 40 anos no aumento da competitividade da º£½ÇÉçÇø e na geração de novos produtos para o portfólio da companhiaâ€�, afirma Agliberto Casagrande Zanellato, coordenador de P&D da º£½ÇÉçÇø.
O CT aracruzense da º£½ÇÉçÇø reúne 112 tipos de análises.
Toda essa estrutura está organizada em quatro células laboratoriais e reúne profissionais com formação técnica e de engenharia. Em 2025, foram realizados 588 mil resultados a partir de 112 tipos diferentes de análises. Os estudos abrangem caracterÃsticas quÃmicas, fÃsicas e anatômicas da madeira e da celulose e também apoiam o desenvolvimento de fibras para segmentos como tissue, embalagens e impressão. Esse conhecimento contribui para a geração de valor ao negócio, ao mesmo tempo em que permite avaliar alternativas com foco em eficiência e no uso responsável dos recursos, em linha com a disciplina de capital da companhia.
O CT também atua em conjunto com outras áreas da º£½ÇÉçÇø, incluindo a parceria com a FuturaGene, na caracterização de materiais genéticos e na compreensão de suas caracterÃsticas fÃsico-quÃmicas e anatômicas. A partir dessas análises, os pesquisadores identificam as melhores rotas de processamento para obtenção da qualidade desejada da celulose. “Nossa especialidade em Aracruz é o desenvolvimento da celulose. Ao centralizarmos essas especializações, desenvolvemos pessoas, ganhamos força e produtividade e criamos um centro de excelência em celuloseâ€�, destaca Agliberto.