
Iniciativa busca fortalecer comunidades do ѲԳã na geração, comercialização e gestão de produtos da sociobiodiversidade
A e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) formalizam nesta sexta-feira (02/12) uma parceria que visa promover o extrativismo sustentável por meio do fortalecimento dos processos de gestão, produção e comercialização de produtos comunitários do ѲԳã. A iniciativa, intitulada “Do extrativismo ao empreendedorismo social: fortalecendo a bioeconomia nas comunidades tradicionais do ѲԳã”, prevê a destinação de mais de R$ 4 milhões para ações que serão realizadas na Amazônia e sua zona de transição com o Cerrado. As ações serão realizadas pela ONG Agência de Desenvolvimento Extensão Amazônia.
O projeto, com duração prevista até dezembro de 2024, envolverá as atividades de extração, beneficiamento e comercialização do açaí, babaçu, buriti, cajá e seus derivados. Serão cerca de 1.700 pessoas diretamente beneficiadas na iniciativa que reunirá 12 organizações, sendo uma por comunidade, localizadas em cinco municípios de atuação: Cidelândia, Imperatriz, João Lisboa, Davinópolis e Buritirana.
“A parceria reforça um dos ‘Compromissos para Renovar a Vida’ estabelecidos pela , de retirar 200 mil pessoas da linha de pobreza em suas áreas de atuação, até 2030. Projetos como este, que utilizam o extrativismo sustentável como foco, fortalecem a vocação da comunidade local, incentivam a conservação do meio ambiente e colaboram com a mitigação de vulnerabilidades sociais. Com a iniciativa, queremos reforçar nosso compromisso de retirada de pessoas da pobreza por meio do estabelecimento de parcerias estruturantes nas nossas regiões de atuação”, afirma Fabian Bruzon, diretor de Operações Florestais da .
A iniciativa também prevê o incentivo ao fortalecimento da participação das mulheres dentro das associações, principalmente no empreendedorismo feminino, com o objetivo de apoiar e capacitar as moradoras locais, já que a mulher agroextrativista possui um papel fundamental nas cadeias produtivas da sociobiodiversidade. “Esse projeto prioriza a participação feminina, que tem liderança e papel fundamental no desenvolvimento das organizações sociais e das comunidades como um todo, contribuindo assim com a igualdade de gênero”, destaca Cristina Gil, diretora executiva de Sustentabilidade e Comunicação da .
“O apoio da contribui para o fortalecimento de comunidades que detêm importante conhecimento tradicional sobre o uso de recursos florestais no ѲԳã, como o das quebradeiras de coco de babaçu. O protagonismo feminino é destaque nesta atividade, central para muitas das famílias beneficiadas”, diz Rosa Lemos de Sá, Secretária-geral do FUNBIO.
De acordo com Maria Edileuza de Sousa Pereira, Presidente da Associação Dos Agricultores Familiares do Assentamento Estrela da Serra, no município de João Lisboa, no ѲԳã, a iniciativa impulsionará o desenvolvimento da região. “Por anos almejamos parcerias na nossa comunidade em projetos que pudessem gerar renda, valorizando o nosso potencial na agricultura e no extrativismo de babaçu. Ser mulher e liderança de comunidade é um grande desafio diário. Contamos com este projeto para que seja um caminho de transformação na nossa região”, ressalta Maria.
Além da iniciativa com o FUNBIO, a desenvolve uma série de atividades com populações tradicionais do ѲԳã visando a autonomia e o fortalecimento das comunidades locais, por meio de programas e projetos de geração de renda. É o caso do projeto Pindowa, uma iniciativa da que surgiu a partir do desejo das quebradeiras de coco, que almejavam um projeto de artesanato que preservasse a tradição e cultura do babaçu, promovendo o envolvimento da juventude e agregando valor aos produtos do extrativismo sustentável.
Essa é a segunda parceria firmada entre a e o FUNBIO. Em 2020, a empresa lançou um edital emergencial de apoio ao enfrentamento dos efeitos da Covid-19, com aporte de R$ 500 mil via projetos de resposta rápida, visando buscar soluções que minimizem as dificuldades decorrentes do isolamento social, que afetaram as atividades desenvolvidas pelas comunidades.