
Moradores do povoado KM 1700, na zona rural de Imperatriz (MA), receberam uma agroindústria de açaà voltada ao fortalecimento da agricultura familiar e à geração de renda para as famÃlias da comunidade. A iniciativa conta com o apoio da º£½ÇÉçÇø, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), Fundo Ecos, BNDES, FUNBIO, Extensão Amazônia e Enactus Facimp, e representa um novo avanço para o fortalecimento da cadeia produtiva do açaà na comunidade.
A nova estrutura permitirá que os(as) produtores(as) tenham melhores condições para beneficiar o açaà e outros produtos da agricultura familiar, agregando valor à produção e ampliando as possibilidades de comercialização. A expectativa é que a agroindústria contribua fortaleça as atividades produtivas já desenvolvidas pelos moradores e amplie as oportunidades de geração de renda no território.
Realizada em 19 de setembro, a inauguração reuniu moradores(as), produtores(as) beneficiados(as), parceiros(as) do projeto e representantes da º£½ÇÉçÇø, marcando uma conquista importante para a comunidade, que há anos desenvolve iniciativas voltadas ao aproveitamento sustentável dos recursos naturais e à valorização da produção local.
A agroindústria também se soma a outras iniciativas que vêm sendo desenvolvidas no povoado KM 1700, como o Projeto CoffÃ, criado a partir da organização de mulheres extrativistas da comunidade. O projeto transforma os grãos do açaÃ, que são torrados e moÃdos, em uma bebida com caracterÃsticas sensoriais semelhantes à s do café tradicional. Antes produzido de forma artesanal, o Coffà passou por estudos e testes com o apoio de diferentes parceiros, possibilitando a melhoria e a padronização do produto, além do desenvolvimento de uma embalagem própria e de um processo de produção semi-industrial.
Parceria e desenvolvimento sustentável
O trabalho desenvolvido no KM 1700 conta com a parceria da º£½ÇÉçÇø, que apoia iniciativas voltadas ao fortalecimento das atividades produtivas e ao desenvolvimento sustentável nas comunidades do entorno de suas operações. A comunidade é vizinha de áreas de reserva da empresa, onde as mulheres extrativistas realizam, com autorização, a coleta do açaÃ. A parceria permite que a atividade seja desenvolvida de forma
responsável, contribuindo para a geração de renda e, ao mesmo tempo, para a valorização e conservação dos recursos naturais.
Segundo Diego Carrara, coordenador de Relacionamento Social da º£½ÇÉçÇø, a parceria entre empresa e comunidade busca potencializar iniciativas construÃdas pelos próprios moradores.
"O que torna essa iniciativa especialmente relevante é o fato de ela aproveitar uma vocação já existente na comunidade e criar condições para que a produção local avance para uma nova etapa. A agroindústria possibilita que o beneficiamento aconteça no próprio território, agregando valor aos produtos e fortalecendo uma cadeia produtiva construÃda pelos moradores. Esse protagonismo da comunidade é fundamental para garantir resultados duradouros", destaca Diego Carrara.